terça-feira, 8 de agosto de 2017

Fazenda Santos Reis e Projeto Doma realizam curso “Trabalho com Gado com Baixo Stress”

Durante esta semana o consultor de capacitação Eduardo Borba da empresa Projeto Doma de Capivari-SP, realiza na Fazenda Santos Reis de propriedade do pecuarista Roberto Paulinelli, o Curso de Trabalho com Gado com Baixo Stress.
                O Professor Borba, como é conhecido, atua na área desde 1972 e diz que é a primeira vez que desenvolve o curso no estado do Pará. Na Fazenda Santos Reis, 17 profissionais participam do treinamento de segunda-feira 07/08 a sexta-feira 11/08. “O vaqueiro precisa de uma assistência mais contínua, por isso desenvolvemos esse Programa de Educação Continuada, que consiste em visitar a propriedade 4 vezes por ano, trabalhando com o mesmo grupo, depois eles receberão certificados em uma formatura. No segundo ano teremos 3 treinamentos, no terceiro 2, e do 4º ano em diante 1 por ano para manutenção”, afirmou o professor. 
                Eduardo Borba disse que o vaqueiro brasileiro, dentro do processo produtivo, é muito desassistido, pois não há uma formação profissional. “A grande maioria entra no curral e vai para a “guerra” e não para o manejo do gado, onde exista um ensinamento, não entendem que estão em uma relação de dois, porque o gado também lê a gente, e o gado é predado, é comida, e sua psicologia é totalmente diferente da do predador”, diz ele.
“Abaixo a violência exagerada para lidar com o gado, o segredo está em fazer os animais entenderem que não tem quem manda, mas sim quem lidera. Tem de saber que são respeitados. Esta é a filosofia do Projeto Doma que engloba técnicas e práticas, aplicadas aos funcionários das fazendas que lidam com os animais, apresentando-lhes a maneira mais segura, eficiente e produtiva de se lidar com o gado” enfatiza. 
Roberto Paulinelli, que também é proprietário do Frigorífico Rio Maria, disse que o objetivo do curso é trazer melhores condições para os colaboradores trabalharem e se capacitarem, ensinando-lhes a gostar mais do gado e fazer um manejo racional e com baixo stress. “Esse curso melhora muito a empatia entre a pessoa e o animal. Pelo primeiro dia já vi resultados importantes. Um boi mais manso engorda mais, pois não se machuca igual aos demais, então se fizermos um manejo bem feito ele se estressará menos e não terá tantas contusões. Pretendemos estender o curso aos motoristas de caminhão para diminuir a agressão durante o transporte”, afirmou.
Roberto diz ainda que o Frigorifico está sendo muito cobrado com relação ao abate humanitário e o bem-estar animal. “Todas as missões de fora (compradores de carne) chegam e querem saber o que estamos fazendo para melhorar no abate do boi, para que eles sofram menos e esse trabalho deve começar nas fazendas, por isso creio que os pecuaristas deveriam investir mais nessa área”, finaliza. (Por Idelson Gomes)